Trabalhar com o que você gosta traz mais felicidade do que uma profissão que te dá mais dinheiro e com a qual você não se identifica tanto, e isso pode tornar você uma pessoa infeliz, trazendo uma sensação de insatisfação interna, por que embora sua mente determine que você está no caminho certo ao escolher uma profissão que traz mais dinheiro, internamente você estará contrariando tudo aquilo com que concorda, com o que acredita, e o corpo trará resultados negativos, sinais físicos como cansaço, indisposição e principalmente estresse, que pode evoluir até uma depressão.

Basicamente, dinheiro só não traz felicidade.

Optar por uma profissão apenas pelo dinheiro é uma fórmula condenada ao fracasso desde o início, pois pessoas infelizes no trabalho não produzem tão bem e, numa hora ou outra, conforme seu desempenho cai, você acaba caindo junto, na carreira e emocionalmente.

O cansaço emocional e o desânimo começam a vir de dentro, e inicialmente podemos não entender o motivo, já que acreditamos fielmente estar no caminho certo e que escolhemos para nós.

Então você pode dar um tempo, tirar umas férias esperando que tudo possa mudar, mas as coisas acabam voltando ao estado em que se encontravam antes. Não há dúvidas da necessidade de repensar o caminho que se está seguindo, porque agora o bem estar pessoal está em risco, sua saúde reclama e se algo não for feito em breve, virá a conta disso tudo sem mais demora.

No caso de o caminho escolhido trazer alguma independência no que diz respeito ao cumprimento de metas porém ainda mantendo alguma subordinação, entender a necessidade de mudança pode ser um pouco mais difícil.
Entretanto, se no caso estamos submetidos a um chefe diretamente, corre-se um risco sério de ser demitido.
Num contexto de infelicidade no trabalho uma demissão pode ser uma bênção, um ponto de ignição para uma reformulação pessoal e profissional.

Obviamente nem sempre trabalhamos porque queremos, muito menos aonde queremos, do jeito que queremos. Muitos talvez prefiram passar mais tempo em casa com seus filhos, mas isso nem sempre é possível do modo idealizado inicialmente. O dinheiro precisa vir de algum lugar, e pode não haver tantas opções para serem escolhidas.

Isso porque o trabalho é, primitivamente, uma questão de sobrevivência.

E em casos como esse, dentro de um contexto de “necessidade”, o equilíbrio encontra-se num meio termo entre a satisfação e a recompensação por esse “esforço” físico e mental.

É importante ressaltar que conforme a humanidade aprimora-se, cada vez mais nos tornamos “mais cérebros” e “menos músculos“, devido ao melhoramento das máquinas.
E o trabalho deixa cada vez mais de se caracterizar como uma ” necessidade primitiva”, passando a ser apenas o meio sob o qual concretizamos nossos objetivos e nos relacionamos com o intrincado sistema implantado em nossas sociedades, com suas inúmeras especializações, organizações, formas de governo, avanços científicos e mudanças constantes, constituindo a evolução de nossas culturas e conhecimentos.

E também nos afastamos da natureza, do ar livre, do contato físico, do olhar e da simplicidade, e nos concentramos em escritórios fechados ou em fábricas barulhentas aonde não se pode sequer ouvir o que o colega do lado fala sem ter que gritar.

Isso tudo favorece o estresse, e pouco a pouco retira de nossos olhares aquele brilho típico da empolgação e do entusiasmo sobre os nossos objetivos.

E quanto mais ganhamos o dinheiro, mais ele se esvai, mais se torna escasso e não recompensa.

O dinheiro não tampa nossas lacunas emocionais, pelo contrário, as pode criar aonde não existiam, e aumentar as que já estavam lá.

Portanto, a ideia de que “o dinheiro traz a felicidade” é errônea. O dinheiro sozinho não faz nada, é você quem faz. O dinheiro deve ser uma consequência e não um objetivo. O correto seria dizer que “a felicidade independe do dinheiro”.

A felicidade independe do dinheiro.

A felicidade ou o bem estar é a verdadeira recompensa daquilo que fazemos.

Mas o bem estar não significa necessariamente não ganhar dinheiro. Algumas pesquisas mostram que pessoas que fazem o que gostam tem mais chance de evoluir profissionalmente, porque se dedicam a algo que gostam no seu dia a dia, se aprimoram na sua profissão de um jeito mais natural e aumentam as chances de ficarem ricas decorrentes disso.

Saber disso é sem dúvida um grande estímulo, não é mesmo? O dinheiro estimula, sim, mas a felicidade se encontra em estar satisfeito consigo mesmo e com aquilo que faz. Está em acreditar que o que estamos realizando através do trabalho faz algum sentido para nós, é útil segundo nossas crenças e valores.

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