Todos nós aprendemos desde criança o ciclo de vida de um dos mais belos insetos da natureza: a borboleta.
Ainda que uma feia lagarta, ela pode se transformar na mais bela e colorida dos insetos. E isso pode ser entendido como uma lição de vida, similar à famosa história do patinho feio: o que é diferente nem sempre é ruim. Na maioria das vezes só precisamos encontrar um lugar próprio, junto daqueles que nos respeitam e valorizam.

Mas antes de ponderarmos sobre os conceitos de “lição de vida” que desejamos focar, vejamos uma situação corriqueira o qual qualquer um pode passar e que envolve esse ser vivo tão mágico que ilustra a mente de nossas crianças.

O começo de um problema

Em meio natural, quando as lagartas eclodem de seus pequenos ovos nascem lagartinhas famintas, que vorazmente devoram toda a planta aonde estão e sob a qual se alimentam, convenientemente colocadas ali por sua mãe.

Na maioria das espécies os ovos são colocados em mais ou menos algumas dezenas numa mesma folha. No primeiro dia essa folha começa a ser “raspada” e pode se ver o sol passando por ela. No segundo dia ela já não existe mais e suas predadoras seguem em marcha às folhas próximas, até que crescem o suficiente para deixar da planta apenas os talos.

Esse processo pode parecer ruim se os ovos forem depositados no seu jardim de flores, mas devemos lembrar que isso faz parte da natureza e mesmo um inseto tem direito à vida. Mas não se preocupe tanto, a natureza é sábia e você não precisa comprar um veneno poderoso e horrendo. Uma das opções de controle de pragas de forma natural, seja no seu jardim ou uma plantação, pode-se usar o chamado “controle natural“.

No caso de infestação de lagartas, por exemplo, adquira de uma loja especializada vespas fêmeas aptas a depositarem seus ovos.

Soltar esses outros tipos de insetos – as vespas – no seu jardim infestado de lagartas, fará começar um processo de ciclo natural que envolve esses espécimes, pois um depende da outro, seja como alimento, seja como forma de controle populacional.

Na natureza tudo se completa

Vamos observar a relação entre vespas e lagartas de borboleta desde o seu início.

Ao serem atacadas as plantas normalmente liberam odores que atraem outros insetos. No caso do nosso exemplo, as lagartas atacam uma planta, e a planta liberará odores que poderão ser detectados por… vespas!

Essas vespas portanto sabem que quando determinados odores são liberados pela planta significa a presença do hospedeiro. É uma atração resultante da adaptação das espécies.

As vespas fêmeas depositam seus ovos no corpo das lagartas, parasitando-as. Quando atingem um tamanho considerável elas se libertam do hospedeiro como vespas adultas. Nesse momento, a lagarta morre e o nosso objetivo começa a se cumprir.

       ” Então, me tornarei um assassino de lindas futuras borboletas? “

Indiretamente, sim, mas é preciso observar esse contexto com calma. Além de um processo imprescindível na relação entre as espécies para que possam se adaptar e evoluir, é importante saber que apenas algumas dão esse “azar” e que a geração de futuras borboletas, embora ainda sob muitas outras ameaças, conseguirá se sobressair no final.

Conclui-se então que as vespas são um dos controles naturais mais eficazes para a infestação dos insetos peludos comedores de plantas.

Todos precisamos um dos outros

Pessoas unidas em um time

Até agora, sem a interferência humana vimos três personagens nessa história: a planta, a lagarta e a vespa. Assim como na vida em que nós humanos estamos todos relacionados, na natureza também não é diferente. Um depende do outro, que depende do outro até tudo se completar num ciclo perfeito. Isso se chama equilíbrio natural.

Em comparação, que lição podemos tirar desse ciclo natural?

A lição que podemos tirar é que todos precisamos um dos outros, independente do lugar em que estamos, da classe social, desde nosso nascimento até o auge de nossos dias de sabedoria.

O que podemos aprender é que tudo se encaixa de um modo que as coisas possam “dar certo no final”. Por exemplo, na vida até os erros são úteis, transformando-se em valiosas lições.

Aprendemos que tudo se transforma e que tudo tem o seu lugar no mundo.

Aprendemos que tudo a nossa volta está correlacionado, e como muito bem sabemos, ninguém faz nada sozinho.

Nenhum homem é uma ilha.

Portanto, embora ensinada na fase da infância, o ciclo de vida das borboletas não são apenas uma história real cheia de metamorfoses e beleza, mas também um perfeito exemplo de lições que nós adultos podemos aprender, ou lembrar daquilo que aprendemos quando éramos crianças e que a correria do dia a dia nos fez esquecer.

Ao analizarmos as coisas a nossa volta, por mais simples que sejam, temos a chance de aprender mais e mais e assim podemos nos tornar pessoas bem melhores do que jamais fomos.

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