Como a primeira espécie a ser domésticada pelo homem, há mais ou menos 15 mil anos, os cães possuem uma relação bastante profunda com o ser humano, de amizade e companheirismo.

Muito além do fato de os cães serem úteis ao homem nos seus primórdios de vida civilizada, no sentido de ajudarem na proteção de uma vila, alertando a chegada de estranhos, sua relação é ainda mais profunda ao ponto dessa espécie ter evoluído no sentido de se adaptarem cada vez mais à vida do homem, tornando-se a principal espécie de estimação até os dias de hoje.

Um dos recursos desenvolvidos por esses animais é justamente a “fofura“, ou seja, sua capacidade de nos cativar emocionalmente e assim adquirir nossa simpatia e desejo de proteção.

Além de ganharem uma casa eles ganham comida e em troca tornam a vida de seus mantenedores mais afetuosa pois, por exemplo, não há como ficar de mau humor com um pequeno animal tão fofinho querendo atenção, não é mesmo?

E isso é comprovado cientificamete: a presença de animais, seja cães ou gatos, principalmente, reduzem o stress e previnem o desenvolvimento das chamadas doenças modernas no ser humano, tal como a depressão e a ansiedade.

Estudos indicam que em torno de dois meses os cães atingem o pico de atração para nós humanos, coincidentemente logo após desmamarem de suas mães. Conveniente, sabe por que?
Porque é nessa fase que começam a explorar o mundo e a interagir com ele de forma mais eficiente, captando nossa atenção com movimentos que expressam sua fragilidade e curiosidade, ao mesmo tempo que se encontram na sua fase mais “fofa”, aumentando assim as chances de serem “adotados” por nós.

Fisicamente nessa idade apresentam uma forma geral mais circular, patas e focinhos por exemplo. Essa característica típica dos bebês é justamente o que provoca uma tendência de necessidade de cuidado, de fragilidade, facilmente percebida pelo ser humano. Alguns apresentam um andar engraçado, um olhar “pidão” irresistível e são perfeitos ao lado das crianças, ajudando-as no seu desnvolvimento.

Esse é um truque inteligente da natureza que propicia a essas espécies, de cães e gatos, uma chance maior de evolução e sobrevivência, aumentando consideravelmente sua adaptação às mudanças provocadas pelo homem do mundo moderno.

Atualmente os animais de estimação não são mais apenas animais que ficam restritos ao pátio de uma casa, muitas vezes presos em uma corrente: eles são hoje um “membro da família“, e como tal retém cada vez mais a atenção de seus donos. Prova disso é o mercado bilionário de produtos para pets que não para de crescer, sendo o Brasil um dos países no mundo aonde este setor é mais proeminente. Dados recentes divulgam que há mais animais de estimação no Brasil do que crianças.

Basicamente, cães e gatos apelam para o lado instintivo do ser humano de cuidar, e esse é um dos segredos de sua soberania como animais de estimação em todo o mundo.

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